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Système intégré culture - Elevage – Arbre (SILPF) dans l'État du Roraima, Amazonie Brésilienne

Burlamaqui Bendahan Amaury. 2015. Système intégré culture - Elevage – Arbre (SILPF) dans l'État du Roraima, Amazonie Brésilienne. Paris : AgroParisTech, 415 p. Thèse de doctorat : Agronomical sciences : AgroParisTech

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Titre portugais : Sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (SILPF) no Estado de Roraima, Amazônia brasileira

Encadrement : Tourrand, Jean-François ; Poccard-Chapuis, René

Abstract : As políticas de colonização da Amazônia, o crescimento da população demandante por alimentação e, assim, por carne, ainda a flexibilidade da pecuária, contribuíram a sua rápida expansão na Amazônia. Em grande parte, por estas razões, a pecuária é vista como um dos principais motores do desmatamento e, mais recentemente, como importante fonte de emissões de gases de efeito estufa. No início do século XXI, medidas mais restritivas e repressivas são colocadas em prática para reduzir o desmatamento e a expansão horizontal da pecuária. A busca de alternativas se desenvolve. A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é vista como um dos caminhos a seguir e instituições de pesquisa receberam recursos. No entanto, mesmo se os SILPFs existem desde o início da colonização, a sua expansão em larga escala é difícil. Em 2008, SILPFs são testados em estações experimentais e fazendas do Estado de Roraima, como uma alternativa aos sistemas exclusivos de pecuária e com o objetivo de desenvolver alternativas adaptadas ao Estado. Duas hipóteses foram testadas: i) SILPF oferece melhores resultados econômicos e financeiros que a pecuária devido a uma maior eficiência na utilização dos recursos; e ii) a gestão de sistemas multicomponentes e multiprodutos como o SILPF constitui barreira potencial à viabilidade das propriedades. A metodologia é baseada na análise de bases de dados secundários, entrevistas com atores chaves das cadeias dos grãos, pecuária e madeira, oficinas participativas, monitoramento de fazendas que têm adotado SILPF e de experimentações em estações experimentais. A análise conjunta dos dados secundários e os pontos de vista das partes interessadas locais têm demonstrado que o Estado de Roraima possui zonas apropriadas aos SILPFs, apesar do solo pobre. Além disso, existem linhas de crédito disponíveis e acessíveis, mesmo se o contexto não é muito favorável, incluindo a infraestrutura rodoviária problemática na época das chuvas, o fracasso dos sistemas de saúde e de educação rural, o difícil acesso à informação, a deficiente assistência técnica, bem como a persistência de questões de posse da terra. Ademais, a utilização de ferramentas de gestão para e pelos produtores, juntamente com o aumento de atividades proporcionado pelo SILPF, exigem necessidade de treinamento da mão de obra. Apesar dessas necessidades básicas, especialmente dependentes do contexto, os SILPFs apresentam rentabilidade econômica interessante justificando sua implantação. Várias interações entre os três componentes do sistema são colocadas em evidência, sobretudo a melhoria da fertilidade do solo, o efeito de árvores nas culturas e vice-versa, a complementaridade em termos de recursos financeiros etc. Existe também maior diferenciação das atividades e da diversificação do conhecimento. Outros importantes resultados são o aumento significativo da complexidade e da complicação. A gestão parece ser o ponto chave do SILPF, especialmente porque os sistemas pecuários tradicionais baseados em desmatamentos são caracterizados por gestão sem sofisticação. O sucesso do SILPF exige gestão cuidadosa do calendário das atividades, da mão de obra, dos equipamentos, da aquisição de insumos, da comercialização da produção e do fluxo de caixa. A gestão deve ser flexível o suficiente para absorver as incertezas climáticas, econômicas e sociais que aparecerão. Em conclusão, bem gerido, os SILPFs são economicamente mais viáveis do que a atividade pecuária. A otimização de recursos de infraestrutura e mão de obra contribui a essa sustentabilidade. O seu desenvolvimento em Roraima muito dependerá do contexto em que se encontram, especialmente vis-à-vis os sistemas de saúde, educação, assistência técnica e acesso à informação. Por estas razões, acreditamos que a adoção generalizada no Estado de Roraima, sobretudo com o componente árvore, não é possível a curto prazo. (Résumé d'auteur)

Résumé (autre langue) : L'expansion des bovins en Amazonie au cours du dernier demi-siècle reconnaît plusieurs origines, dont les politiques de colonisation, la croissance démographique, ainsi que la bonne adaptation et la grande flexibilité des systèmes techniques. Longtemps utilisé comme premier temps de la colonisation, l'élevage bovin a plus récemment été considéré comme une source majeure d'émissions des gaz d'effet de serre, par la rumination et par la déforestation résultant de son expansion. Plusieurs politiques sont mises en place pour diminuer la déforestation et développer des alternatives, dont l'intégration culture-élevage-arbre (SILPF). Cependant, la littérature et l'évaluation de diverses expériences montrent que le développement des SILPF à grande échelle reste difficile, surtout l'intégration de l'arbre au système culture-élevage. La recherche conduite depuis 2008 dans l'Etat du Roraima, situé au nord de l'Amazonie brésilienne, vise à tester plusieurs alternatives de SILPF. Deux hypothèses sous-tendent celle-ci : i) la meilleure efficacité des SILP par rapport à l'élevage dans l'utilisation des ressources, améliorant ainsi le résultat économique ; ii) la gestion multi-composants et multi-produits des SILPF constitue une contrainte sérieuse à leur viabilité et à leur expansion. Cette recherche a conduit à analyser diverses bases de données, mener des interviews et des suivis d'exploitations, ainsi qu'à réaliser des essais en station expérimentale et dans des exploitations. Ma recherche montre que de nombreuses terres considérées comme peu fertiles sont adaptées à l'implantation de SILPF et il existe des lignes de crédit pour cela. Toutefois, le contexte ne pousse pas les éleveurs à investir dans les SILP, en particulier la précarité des infrastructures routières, l'absence de système de santé et d'éducation, le manque d'appui technique et en gestion, ainsi que la persistance de situations foncières encore non régularisées. Ma recherche pointe notamment le manque de main-d'oeuvre spécialisée et les besoins en formation technique des éleveurs en complément de leurs propres savoirs locaux. Par ailleurs les exploitations sont confrontées à des difficultés de gestion pouvant être résolues par de simples mécanismes de gestion. D'autre part, l'application de SILPF conduit à une plus grande différenciation entre culture, élevage et arbre, avec pour conséquence une plus grande diversification de la connaissance et du besoin en main-d'oeuvre. Un autre important résultat inattendu très important est l'augmentation de la complexité des systèmes et de leur propre gestion. Il en ressort la nécessité d'une planification des activités pour intégrer les aléas. La clé de la réussite serait une gestion basée sur la planification journalière des activités avec suffisamment de flexibilité pour pouvoir récupérer un manque le jour suivant ou l'anticiper le jour avant. Cette planification journalière devrait concerner à minima : i) le flux de trésorerie pour éviter un manque de liquidités à un moment critique préétabli ii) les intrants, pour éviter le gaspillage; iii) l'équipement, pour pouvoir effectuer l'entretien et faire en sorte qu'il soit adapté aux besoins; et iv) l'utilisation de la main-d'oeuvre, pour améliorer la répartition des tâches et leur coordination. En conclusion, les SILPF sont nettement plus rentable que le seul élevage car passant par une meilleure optimisation des ressources, en particulier une gestion rigoureuse de la fertilité du sol, des flux de trésorerie et de l'emploi de la main-d'oeuvre. Aussi, la nécessité de compétences techniques et la complexité de l'intégration des trois activités, auxquels s'ajoutent les contraintes propres au contexte, laissent penser que l'adoption à grande échelle des SILPFs n'est pas d'actualité, même si quelques réussites très bien gérés, laissent penser que cela est possible. L'implantation à grande échelle des SILPF demandera donc un fort et pérenne investissement des pouvoirs publics. (Résumé d'auteur)

Mots-clés Agrovoc : Système agrosylvopastoral, agroécologie, Agroforesterie, Sociologie rurale, Démographie, sécurité alimentaire, Développement rural, Développement régional, Économie rurale, gestion des ressources naturelles, Gestion foncière durable, Utilisation des terres

Mots-clés géographiques Agrovoc : Roraima, Amazonie, Brésil

Classification Agris : F08 - Cropping patterns and systems
K10 - Forestry production
L01 - Animal husbandry
E10 - Agricultural economics and policies
E50 - Rural sociology
P01 - Nature conservation and land resources

Champ stratégique Cirad : Axe 1 (2014-2018) - Agriculture écologiquement intensive

Auteurs et affiliations

  • Burlamaqui Bendahan Amaury, CIRAD-ES-UMR SELMET (FRA)

Source : Cirad-Agritrop (https://agritrop.cirad.fr/583402/)

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